Helena Almeida nasceu em Lisboa, em Portugal, em 1934. Era filha do escultor português Leopoldo de Almeida, para quem pousava frequentemente, e cuja influência marcou o pensamento da artista sobre a forma, o espaço e, em particular, a relação entre a obra e o seu criador.
Estudou pintura na Escola de Belas-Artes de Lisboa. Após se licenciar em 1955, casou com o arquitecto e artista Artur Rosa (1926-2020), que se tornou no seu companheiro para a vida, também no campo da produção artística, onde foi o seu grande colaborador: em muitas das imagens em que Helena Almeida surge sozinha, é Artur Rosa quem está atrás da câmara, seguindo as suas instruções.
Depois de um período dedicado à família, a carreira artística de Helena Almeida ganhou novo impulso entre 1964 e 1965, quando uma bolsa de estudo lhe permitiu ir para Paris, em França. O contacto com o meio artístico internacional e o impacto revolucionário das telas rasgadas do pintor e escultor argentino-italiano Lucio Fontana (1899-1968) levaram-na a decidir enveredar por uma prática procurando expandir e questionar os limites da arte.
A sua primeira exposição individual teve lugar em 1967 na afamada Galeria Buchholz, em Lisboa, assinalando o início da sua exploração artística experimental. As suas obras de então já revelavam a intenção de subverter o tradicional, apresentando o verso das telas ao público ou integrando-lhes objectos, criando peças tridimensionais de carácter escultórico.
Em 1969, começou a incorporar a sua própria imagem nos seus trabalhos, inaugurando a abordagem que se tornaria a sua imagem de marca: o corpo como sujeito e objecto. O seu trabalho passou a centrar-se progressivamente na fotografia a preto e branco, frequentemente sobreposta com manchas pictóricas em azul, vermelho ou preto, combinadas com intervenções escultóricas ou performativas.
A partir da década de 1970, a sua reputação internacional consolidou-se. Destacam-se a presença na Bienal de São Paulo, no Brasil, em 1979, assim como na Bienal de Veneza, em Itália, em 1982 e em 2005, além da Bienal de Sydney, na Austrália, em 2004.
As obras de Helena Almeida integram as colecções de instituições de referência mundial ligadas à arte contemporânea, como a Tate Modern, em Londres, no Reino Unido, ou o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, nos Estados Unidos. Em Portugal, o seu trabalho está representado nos espólios do Museu de Serralves, no Porto, ou da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, entre outros locais.
A artista morreu em Sintra, nos arredores de Lisboa, em 2018, aos 84 anos.


