Academia Portuguesa da História distingue nove investigadores

Nove investigadores de diferentes áreas da História foram distinguidos pela Academia Portuguesa da História (APH) por trabalhos de investigação publicados entre 2013 e 2014, numa cerimónia realizada no palácio dos Lilases, em Lisboa. A “Heráldica portuguesa na porcelana da China Qing”, de Pedro Dias, arrecadou o Prémio Gulbenkian em História da Presença de Portugal no Mundo.

 

O Prémio Lusitânia, no valor de 2.000 euros, que contempla estudos na área da História de Portugal, em qualquer época, galardoou a obra de Giuseppe Marcocci e José Pedro Paiva “História da Inquisição Portuguesa (1536-1821)”, editada no ano passado, pel’A Esfera dos Livros.

Os Prémios Fundação Calouste Gulbenkian, no valor de 2.000 euros cada, distinguiram, em História Moderna e Contemporânea de Portugal, a obra “Uma História da Maçonaria em Portugal”, de António Ventura, editada pelo Circulo de Leitores este ano; na área de História da Europa, o livro “Homem de grossa fazenda”, de Francesco Guidi-Bruscoli e Bartolomeo Marchionni, publicado este ano, pela Leo S.Olschki Editore.

O Prémio Gulbenkian em História da Presença de Portugal no Mundo, distinguiu ex-aequo as obras “Heráldica portuguesa na porcelana da China Qing”, de Pedro Dias, editada este ano pela Fundação Macau/Centro Cientifico e Cultural de Macau, e “Arquitectura Moderna em África: Angola e Moçambique”, de Ana Tostões, editada pelo Técnico/Instituto Superior Técnico, no ano passado.

Com o Prémio Joaquim Veríssimo Serrão, no valor de 2.500 euros, foi distinguida Margarida Garcez Ventura, pela obra “A Corte de D. Duarte. Política, Cultura e Afectos”, editada em 2013 pela Verso da História.

A obra de Fernando Branco Correia “Elvas na Idade Média”, publicada pelas Edições Colibri, recebeu o Prémio Pedro da Cunha e Serra, no valor de mil euros, que distingue estudos de Onomástica, Antroponímia e Arabismo.

O Prémio 8.º Conde dos Arcos–Vice-Rei do Brasil, no valor de 900 euros, que visa galardoar estudos de investigação no âmbito da História Luso-Brasileira, foi para Maria Beltrão, pelo livro “A Vila de Santo Antônio de Sá e o Convento de São Boaventura”, editado este ano, pela editora brasileira Casa da Palavra.

Laurinda Abreu recebeu o Prémio Francisco da Gama Caeiro, no valor de 1.500 euros, pela obra “O poder e os pobres. As dinâmicas políticas e sociais da pobreza e da assistência em Portugal (séculos XVI-XVIII)”, saída este ano pela Gradiva.

A obra “A Arte da Guerra em Portugal (1245-1367)”, de Miguel Gomes Martins, editada pela Imprensa da Universidade de Coimbra este ano, recebe o Prémio Augusto Botelho da Costa Veiga, no valor de 750 euros.

A APH foi instituída em 1936, mas a sua criação remonta a 1720, como Real Academia Portuguesa da História, pelo rei D. João V. A APH está instalada no Palácio dos Lilases, ao Lumiar, em Lisboa.