De discípulo a mestre

Se, no início da carreira, as pinturas de Marciano Baptista se assemelhavam no estilo às do seu mestre George Chinnery, com o passar dos tempos o artista macaense criou a sua própria marca. O conhecido galerista Martyn Gregory escreveu, em 1990, no catálogo de uma exposição com obras de Marciano Baptista patente no então Leal Senado, que, “onde Chinnery sugere de forma oblíqua, Baptista apresenta uma explicação completa”.

De acordo com o investigador e historiador César Guillén Nuñez, organizador da exposição, a obra de Marciano Baptista pode ser dividida em quatro grandes grupos: pinturas de dimensões maiores, com cenas de portos de mar e de paisagens, executadas sobretudo em aguarela; álbuns com conjuntos de aguarelas de tamanho médio, uma espécie de lembrança turística; desenhos e pinturas de cenas de rua; e pinturas ou desenhos de motivos históricos.

Os peritos destacam a atenção ao detalhe do artista macaense, em paralelo com uma pincelada com cunho oriental. O traço denota também a presença de técnicas ocidentais, quer na perspectiva quer nas cores, onde recorre sobretudo ao azul e ao vermelho, como cores primárias, e esporadicamente ao verde e ao castanho.