Evolução construída ao longo de décadas

Se hoje existe um consenso quanto ao papel do desporto escolar, nem sempre foi assim. Quem o recorda é Cândido de Azevedo, antigo professor de Educação Física em Macau e antigo responsável de departamento no então Instituto dos Desportos de Macau.

Na sua leitura, durante muitos anos o sistema não conseguiu articular devidamente duas realidades que deveriam caminhar lado a lado: o desporto escolar e o desporto associativo. “Há algumas décadas, não era possível esse acompanhamento, dadas as características próprias de duas comunidades distintas, o desporto escolar e o associativo”, descreve Cândido de Azevedo.

Formado em Ciências do Desporto, o antigo professor salienta que “uma política desportiva que se pretenda séria implica que se domine e solucione questões essenciais”.

Cândido de Azevedo recorda que foi apenas em meados da década de 1990, aquando do seu ingresso no então Instituto Politécnico de Macau – actual Universidade Politécnica de Macau –, que se começou a verificar uma mudança de paradigma e a “dar passos mais acertados na dinâmica desportiva local”.

Três décadas depois, o cenário é substancialmente diferente. Escolas, associações e Governo reconhecem hoje a importância do desporto escolar como ponto de partida para a formação de atletas e para a promoção de hábitos de vida saudáveis.