Antes do reconhecimento nacional alcançado pelos arquivos da Associação de Beneficência do Hospital Kiang Wu, já outros acervos documentais locais haviam sido distinguidos, nomeadamente pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
Em 2010, uma colecção de arquivos da Diocese de Macau foi integrada na vertente regional Ásia-Pacífico do programa Registo da Memória do Mundo, da UNESCO. Os documentos em causa, em português e latim, reportam-se à presença dos jesuítas em Macau entre meados de 1550 e 1800.
Em 2016, foi a vez de os “Arquivos e Manuscritos do Templo Kong Tac Lam de Macau (1645-1980)” obterem semelhante reconhecimento regional. Mais tarde, em 2023, foram incluídos na vertente mundial do programa Registo da Memória do Mundo. O templo alberga mais de 6000 documentos que abrangem materiais históricos de finais da dinastia Ming (1368-1644) e da dinastia Qing (1644-1912) até meados do século XX, demonstrando as contribuições do templo para a elevação do estatuto das mulheres, o desenvolvimento da sinização do budismo e a promoção da harmonia social.

