A baixa natalidade não é apenas um desafio de Macau. No Interior da China, as autoridades centrais debruçam-se com a mesma questão: em Julho do ano passado, foi anunciado um sistema nacional de subsídios à infância que prevê o pagamento de 3600 renminbi anuais por cada criança com menos de três anos.
Embora os nascimentos tenham aumentado em 2024, após sete anos consecutivos de contracção, os dados de 2025 voltaram a mostrar uma diminuição da natalidade no Interior da China, com 7,92 milhões de nascimentos registados. Entre as medidas para inverter a situação, foram introduzidos no ano passado a gratuitidade do último ano do ensino pré-escolar, bem como planos para cobrir os custos das famílias associados com o parto.
De acordo com o relatório “World Fertility 2024”, publicado no ano passado pelo Departamento dos Assuntos Económicos e Sociais da Organização das Nações Unidas, em 2024, sete países e regiões tinham taxas de fertilidade abaixo de um nascimento por mulher, estando a maioria localizada na Ásia: Interior da China, Região Administrativa Especial de Hong Kong, RAEM, região de Taiwan, Coreia do Sul e Singapura, além da Ucrânia, na Europa do Leste.
O documento notava que, em regiões com baixas taxas de fertilidade, a persistência do fenómeno tenderia a traduzir-se numa redução da dimensão das gerações seguintes de mulheres em idade reprodutiva, num círculo vicioso.
Em Hong Kong, também se ensaiam soluções para inverter a tendência de quebra da natalidade. Em 2023, as autoridades introduziram a atribuição de um bónus pecuniário unitário de 20 mil dólares de Hong Kong por cada criança nascida. Até ao final de Fevereiro deste ano, tinham sido recebidos 66.259 pedidos considerados elegíveis. Além disso, o Governo da cidade vizinha anunciou, para o ano fiscal de 2026-2027, um aumento dos limites máximos relacionados com deduções fiscais para quem tem filhos menores a seu cargo.


