Ao contrário de vários projectos urbanos desenvolvidos em áreas já totalmente consolidadas, a Zona Norte da Taipa oferece uma oportunidade rara: planear um novo bairro antes de a urbanização estar concluída. Essa realidade permite definir desde o início a estrutura das ruas, a localização dos equipamentos públicos, os corredores verdes e a organização dos diferentes usos do solo.
Segundo o director DSSCU, essa é precisamente uma das principais diferenças entre planear uma área ainda pouco urbanizada e requalificar uma zona já construída.
“O planeamento de áreas não urbanizadas oferece maior liberdade de intervenção, permitindo organizar os terrenos, definir desde a origem a estrutura espacial urbana, a rede viária e os corredores paisagísticos mais adequados”, afirma Lai Weng Leong. “Adicionalmente, é possível prever a população com base na capacidade construtiva prevista e reservar atempadamente terrenos suficientes para diversos equipamentos públicos, tais como escolas, centros de saúde e parques de grande dimensão”, refere.
Em sentido contrário, a requalificação de zonas urbanas consolidadas “está condicionada pelos edifícios existentes, pelas ruas históricas e pelos direitos de propriedade, reduzindo a flexibilidade das intervenções”, realça o mesmo responsável.
Apesar dessa vantagem, a concretização da nova Zona Norte da Taipa será necessariamente gradual. “Não existe actualmente um calendário global para a concretização integral do plano”, frisa Lai Weng Leong.
E acrescenta: “O mais importante é reforçar a previsibilidade e a viabilidade do desenvolvimento dos terrenos, aumentar a operacionalidade do planeamento urbano e criar condições para impulsionar a dinâmica de desenvolvimento da comunidade.”
O Governo continuará, adianta o director da DSSCU, a desenvolver os planos de pormenor e a coordenar o trabalho entre os vários serviços públicos, ajustando a implementação às necessidades da cidade e promovendo um desenvolvimento integrado.

